quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

you re in stockholm and, of course

you re in stockholm and, of course, you speak no swedish. end of the world? not exatly, cause everybody (i mean everybody indeed) speaks english. but there s still a magic way to approach to situations.
you cannot speak swedish, but you ve learned somehow two little words: tack and hej. so that you discover that those words are enough for a simple life in this nice country of scandinavia. below, we present you some parts of "meaning 100 differents things with two words".

1. ok, you re arrived to sweden and you just wanna go hostel, not spending time with the visa guys. So you look at theiers eyes and say, with conviction, Hej! Voila, now you can go.

7. shopping it s not a simple deal to do abroad. it always involkes numbers, cards, credit cards, money exchange. but you can go just thru it all with the little words. you get to the cash and smile to the beautiful girl. say a convincent Hej. she might then tell you something complicated, maybe about a new product in REA! but don t miss the control of situation, only keep smiling, give her the credit card, put the code and when everything rules, look at her and say Tack. very well done.

53. having problems with police it s not something you really want, for sure. so that s good to say a long Hej everytime you meet them: this little act will show them in with side you are, and you are not going to show them your s darth vaders side. not now; please.

66. charming people in the streets, why not? but here also it s possible to use the two little words. for exemple; you re crossing the street and the hottie is passing by. just throw a little Hej, like as you were cleaning your throat. it she likes you; she ll stop in the middle of the path, say you stop, run to yours arms and give you a huge kiss (this is the part of the movie when it starts to snow and the good love song takes place)

67. but you can also only do a little use of the words to charm. you are entering the concert hall and she holds the door for you. (but you know she would do that for anyone, ok?)... say a fake-spontaneous Ohhh Tack!. that s all needed to the moment. then, in the interval you ll be able to talk to her, in english, because you have already showed how a good swedish-two-words-speaker you are!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

elas riam, e tal.

elas riam, e tal.

o importante é compreender que rir da risada é antes um jogo de linguagem, puro e simplesmente.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

olha la a vaquinha, coitadinha.

olha la a vaquinha, coitadinha. de tao frio, mal ela se mexe. fica ali parada, encostada na vaquinha do lado, esperando que isso seja consolo. de tao desconsolada, evita ate de ficar dizendo mu, pois sabe que logo pronunciado, o m cairia por terra abaixo, no chao enevado, branquinho branquinho, e o u, tao sonoro, nao chegaria ao banco aquecido do viajante da alta velocidade. olha la a vaqvuuuuuuuuu, passou, com alta velocidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

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Era uma vez uma lebre, alva, em Inaba

Era uma vez uma lebre, alva, em Inaba
Sua carne crua, sua pele descorada
Carregando um grande saco no ombro
O velho deus da colheita se aproximou da chuva
E lá ele viu a pobre lebre alva de Inaba
Sua carne crua, sua pele descorada

E com pena da pobre lebre
O deus a ensinou a se lavar na água cristalina
E a se enrolar num algodão também alvo
Foi o que o velho deus da colheita lhe ensinou

A lebre então lavou-se na água cristalina
E enrolou-se num algodão alvo e macio
E assim voltou a ser uma lebre alva

Quem será o velho deus da colheita?

(do ainda não do kurosawa)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Era mais um concerto, e faltava dez minutos.




Era mais um concerto, e faltavam dez minutos. Os textos na língua materna serviam de vacina. Dez minutos dali, ele estaria imerso a língua que tanto lhe prendia a língua, preso a essa desconhecido pelo decorrer de uma hora.
Mas os poemas lidos par hasard (já sortiam os primeiros efeitos da vacina) lhe cansavam. Os anticorpos galícios então lançaram
- On aime beaucoup les files ici, à France, non?
A senhora sorriu, se aproximou de um banco e pediu perdão.
- Les français, tous les français aiment bien être sur les files. Au Brésil, je pense qu'il n'y a pas les files comme ici.
A senhora continuou sorrindo, e ele sabia que ela concordava, em sua língua, mas os novos anticorpos deram apenas conta de reconhecer a pergunta fina, e você vem da Inglaterra?
Sorriu. Finamente não o consideravam espanhol ou, pior, mexicano.
- Oh non, je suis brésilien.
A velha senhora sorriu exclamando que nutria uma grande admiração pelo Brasil. Lá vem o papo da Amazônia, do calor e do bundalelê, pensou.
- Você sabe, ele é muito importante na minha vida, o Lulá, disse a sorridente, num sotaque particular.
Com tal surpresa, ele também sorriu. E sorrindo, eles versaram sobre a política, mas os dez minutos se passaram e a senhora disse, por último, já ao se levantar, Sarkozy, ele sim é um tolo. E ela não sorria mais.
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Na hora seguinte, surpreendido pela execução, não na origem do Tintin nem na do Milu, mas sim naquela proveniente do cáucaso (cuja vacina, era notável, ele não havia tomado), ele sorriu em alguns momentos. Não ria, porém, do contágio daquele novo organismo fonético, mas sim por perceber que nascera dotado dos mesmos sensos comunicativos que eles (os que, como Obelix, haviam caído no caldeirão da língua gaulesa quando ainda bebês e assim falavam coucou e bonjour e horloge et enfin).
A moça pulava da poltrona e ria, olhando para a outra moça à cotê em todos os três efes subitamente perfomáticos. Já a outra, se s'apercebia da grande variação de pressão sonora advinda do pequeno palco, pouco ou mal se surpreendia, apaixonada que estava pelo moço assentado na fileira do g de gato, de gateau, número treze, do treze de lula.
Uma outra senhora (a notar: bastante menos confiante da vida, e, por isso, menos sorridente) atraía também os olhares da garota, mas não se tratava de paixão, ou talvez pelo silêncio humano que devia reger a platéia concertal. Logo na seção mais silenciosamente musical da peça, um ataque de tosse atacava a pobre saúde da velha. E ela, decerta de sua derrota, descofiante que estava da sua saúde, procurava as pequenas balas verdes indicadas pelo farmacêutico, o qual não havia suposto que a embalagem metálica poderia causar tantos desorrisos.
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Se sou contra a afetação, é simplesmente porque antes do que chamam de arte, eu amo a vida.